Não espere o vento soprar na sua direção, nem corra atrás do vento.
A vida está dentro de você e viver este dia é o melhor que você pode fazer.
Não deixe alguém esperando pela sua palavra.
Abra o seu coração e olhe para a dor da humanidade.
Do seu lado pode estar alguém que sofre em silêncio. Não se feche nem retenha as coisas boas.
Solte, libere a sua melhor parte.
Há muitas mãos estendidas, há muitos rostos chorando, há muitas vidas precisando de você. Há dor no mundo! Há fome! Há luta! Há dor sobretudo na ALMA das pessoas.
Você pode, se você acha que pode.
Faça algo neste dia. . . Pode ser que amanhã a sua palavra fique presa na garganta porque a morte se sobrepõe a vida.
Não retenha a sua fidelidade, o seu gesto de amor, a sua solidariedade, a sua amizade, o seu melhor sentimento. Não sabemos o que nos espera no próximo minuto. Uma existência toda se esvai num segundo determinante. Faça a sua parte no mundo. Não silencie, não se omita.
Pode ter certeza. Algum coração neste momento bate por você, uma alma ferida precisa das suas palavras, um amigo espera seu gesto, um faminto espera o pão, um doente a cura, alguém que você nem conhece deseja intensamente estar vivo e no seu lugar.
Deus habita no meio daquele que tem o maior sentimento do universo: O AMOR
"Nossas vidas só começam de fato quando percebemos que não adianta querer ser o maior e o melhor entre os homens, mas sim quando conseguirmos enxergar nas pequenas coisas que observamos, nos pequenos detalhes, as grandes verdades do universo e o fruto do amanhã, que contém a semente da sabedoria.
Autor Desconhecido
16 janeiro 2013
12 janeiro 2013
Esqueça
Esqueça os dias quando forem cinzentos, mas não esqueça o brilho do Sol.
Esqueça as horas em que foi derrotado, mas não esqueça das vitórias que teve.
Esqueça todos os erros que você não pode mudar mais, mas não esqueça das lições que aprendeu.
Esqueça as tristezas que encontrará, mas não esqueça as alegrias e nas vezes que sua sorte mudou.
Esqueça os dias que você ficou só, mas não esqueça os amigos que teve.
Esqueça os planos que pareciam não dar certo, MAS NÃO ESQUEÇA DE SONHAR.
Sejas forte não como as ondas que a tudo destroem, mas como as rochas que a tudo resiste...
Indy
07 janeiro 2013
Nossos Medos
Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados.
Nosso medo mais profundo é o de sermos poderosos além da medida.
É nossa luz, não nossa escuridão, que mais assusta.
Nós nos perguntamos: quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso, fabuloso?
Na verdade, quem é você para não ser?
Você é uma criança do Espírito.
Você, pretendendo ser pequeno, não serve ao mundo.
Não tem nada de iluminado no ato de se encolher, pois os outros se sentirão inseguros ao seu redor.
Nascemos para manifestar a glória do Espírito que está dentro de nós.
E a medida que deixamos nossa luz brilhar, damos permissão para os outros fazerem o mesmo.
À medida que libertamos nosso medo, nossa presença libera outros.
Nelson Mandela
27 dezembro 2012
Verbo
na medida de um querer
tão perdida por não querer
por não entender
por não poder esquecer
no peso de negar
de não querer se entregar
de não ter como negar
e nem ter como falar
como descrever?
algo que não posso ter
e não consigo subverter
e em todo esse sentir
pra que esse sentir?
pra depois reprimir?
AlexZini
19 dezembro 2012
Romântico
Como romântico, sou exceção...
Não resisto a uma emoção...
Exponho meus sentimentos...
Por um amor, tudo enfrento,
E isso não lamento...
Creio em esperanças...
Em sonhos risonhos...
Guardo boas lembranças...
Tenho meus sonhos...
O passado é esquecido...
O presente é vivido...
O futuro é o porvir...
Vivo com paciência...
Abomino a violência...
Sonho com uma utopia...
Vivendo cada dia...
Minha espada, de flores é feita...
Portanto... a mais perfeita...
Minha arma é a mais sã...
Só atira balas de hortelã...
Gosto de sentir emoções...
Gostosas sensações...
E de emocionar corações...
Vivendo com romantismo...
Com maldades não cismo...
Quero apenas o amor viver...
Com meu amor conviver...
Tenho necessidade,
De sentir felicidade...
Marcial Salaverry
14 dezembro 2012
Felicidade...o que desejo pra você!!!
Hoje eu vou escrever para aquela pessoa que não gosta de você.
Para aquela pessoa que você magoou, atravessou o caminho, “roubou” o amor, a promoção no emprego.
Para aquela pessoa que acha que você não merece o que tem, as coisas que conquistou.
Vou falar para aquela pessoa que não perde a oportunidade de falar mal de você, plantar intrigas no seu círculo de amizades, aumentar astronomicamente seus defeitos e ignorar suas qualidades.
Vou escrever para quem te odeia:
“Que você encontre seu caminho. Que encontre o verdadeiro amor. Que descubra que aquilo que desejamos, quase nunca é o que realmente precisamos.
Que o que não está mais na sua vida, não era necessariamente para permanecer nela.
O que passou, serviu de aprendizado, mesmo que tenha causado dor. Com certeza, você ficará bem.
Que você encontre prazer nas coisas verdadeiras, que descubra que beleza é futilidade e que o essencial é invisível aos olhos.
Que saiba que, inevitavelmente, assim como pessoas atravessaram seu caminho, causando dor, você também cruzou o caminho de outras pessoas, deixando estragos atrás de si.
Que você encontre a paz, o discernimento, a tranquilidade.
Que você encontre plenitude e felicidade.
Que você consiga superar a inveja (mesmo que velada), das pessoas felizes ao seu redor.
Que você perca esta necessidade de ser melhor que o outro. Conforme-se. Até mesmo alguém mais feio que você, mais pobre que você, menos talentoso, ou na sua opinião, mais burro que você, poderá conquistar algo que você não conseguiu.
Isso não é o fim. É apenas a vida. Olhe ao seu redor e valorize as suas conquistas!
As coisas são como são.
Um dia se ganha, outro dia se perde.
Um dia magoamos, no outro somos magoados.
Não julgue os diferentes, aqueles que não têm os mesmos hábitos e gostos que você.
Tenho pra mim, que aqueles que por teimosia só gostam do amarelo, nunca provaram o gosto do azul.
Eu desejo que você sinta a força libertadora de um perdão. E mesmo que não esqueça, que você consiga perdoar, do fundo do coração.
Desejo, sinceramente, que você seja imensamente feliz”.
Meus queridos: Eu torço para que todos os que não gostam de nós, sejam felizes. Gente feliz não incomoda, não deseja o mal. Não persegue, não inveja. Gente feliz vive a vida. Não tem tempo pro ódio, pra cuidar da vida alheia.
Felicidade é aquilo que faz uma pessoa se sentir inteira, completa, tão cheia de vida, que transborda, e não cabe em si!
Só os infelizes têm tempo para guardar rancor. (Não seja um deles!)
Michele Lunardi
Para aquela pessoa que você magoou, atravessou o caminho, “roubou” o amor, a promoção no emprego.
Para aquela pessoa que acha que você não merece o que tem, as coisas que conquistou.
Vou falar para aquela pessoa que não perde a oportunidade de falar mal de você, plantar intrigas no seu círculo de amizades, aumentar astronomicamente seus defeitos e ignorar suas qualidades.
Vou escrever para quem te odeia:
“Que você encontre seu caminho. Que encontre o verdadeiro amor. Que descubra que aquilo que desejamos, quase nunca é o que realmente precisamos.
Que o que não está mais na sua vida, não era necessariamente para permanecer nela.
O que passou, serviu de aprendizado, mesmo que tenha causado dor. Com certeza, você ficará bem.
Que você encontre prazer nas coisas verdadeiras, que descubra que beleza é futilidade e que o essencial é invisível aos olhos.
Que saiba que, inevitavelmente, assim como pessoas atravessaram seu caminho, causando dor, você também cruzou o caminho de outras pessoas, deixando estragos atrás de si.
Que você encontre a paz, o discernimento, a tranquilidade.
Que você encontre plenitude e felicidade.
Que você consiga superar a inveja (mesmo que velada), das pessoas felizes ao seu redor.
Que você perca esta necessidade de ser melhor que o outro. Conforme-se. Até mesmo alguém mais feio que você, mais pobre que você, menos talentoso, ou na sua opinião, mais burro que você, poderá conquistar algo que você não conseguiu.
Isso não é o fim. É apenas a vida. Olhe ao seu redor e valorize as suas conquistas!
As coisas são como são.
Um dia se ganha, outro dia se perde.
Um dia magoamos, no outro somos magoados.
Não julgue os diferentes, aqueles que não têm os mesmos hábitos e gostos que você.
Tenho pra mim, que aqueles que por teimosia só gostam do amarelo, nunca provaram o gosto do azul.
Eu desejo que você sinta a força libertadora de um perdão. E mesmo que não esqueça, que você consiga perdoar, do fundo do coração.
Desejo, sinceramente, que você seja imensamente feliz”.
Meus queridos: Eu torço para que todos os que não gostam de nós, sejam felizes. Gente feliz não incomoda, não deseja o mal. Não persegue, não inveja. Gente feliz vive a vida. Não tem tempo pro ódio, pra cuidar da vida alheia.
Felicidade é aquilo que faz uma pessoa se sentir inteira, completa, tão cheia de vida, que transborda, e não cabe em si!
Só os infelizes têm tempo para guardar rancor. (Não seja um deles!)
Michele Lunardi
28 novembro 2012
Assim eu vejo a vida
A vida tem duas faces: Positiva e negativa
O passado foi duro mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições lutas e pedras como lições de vida e delas me sirvo
Aprendi a viver.
Cora Coralina
O passado foi duro mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições lutas e pedras como lições de vida e delas me sirvo
Aprendi a viver.
Cora Coralina
22 novembro 2012
Onde se Acha Amor
Apesar da existência da internet, os encontros amorosos ainda ocorrem no mundo físico. É preciso sair de casa, conhecer pessoas e dar ao destino uma chance de fazer algo por nós. Quando, na noite de sábado, a garota sem namorado decide ir a uma festa com os amigos, em vez de ficar em casa fuçando os perfis dos outros no Facebook, está fazendo um cálculo preciso: onde é maior ...a chance de conhecer alguém? Está provado, estatisticamente, que o amor não é um homem estranho que bate na porta com um ramo de flores, uma camisinha no bolso e um bilhete de avião para Paris.
Isso sempre me ocorre quando escuto – o que é frequente – duas mulheres discutindo sobre a tarefa aparentemente difícil de arrumar um namorado legal nos dias que correm. Em geral, fico tentado a me meter para sugerir que elas talvez estejam buscando nos lugares errados. Hoje, eu decidi que iria ceder à tentação e dar uns palpites nesse assunto. Depois de conversar com amigos e amigas, divido com vocês as opiniões que achei pertinentes.
A primeira delas, que vai irritar os boêmios: não ponha esperança demais em botecos e baladas. Eles não costumam ser o lugar onde se encontra gente que vai ficar na sua vida. Para uma mulher ou para um cara atraente, é fácil achar sexo na noite, mas o que acontece depois é muito incerto. O mais comum é acordar sozinha, ou, ainda pior, perceber que a pessoa ao lado não tem nada a ver. Decisões tomadas no calor da mesa ou da pista não costumam resistir às horas de sono ou de lucidez. Se você já conhece a figura e a convida a tomar uma, a chance de rolar aumenta muito. Se você vai à balada sabendo que lá vai estar o cara que você deseja, melhor. Mas, sair na sexta-feira, dos bares para a balada, na esperança de que o príncipe encantado apareça do nada, com uma lata de cerveja na mão, pode ser bem frustrante.
A internet tornou-se um lugar privilegiado de encontros, mas seu efeito nas aproximações é ambíguo. Funciona de uns jeitos e não funciona de outros. Usar o Facebook para se aproximar da garota do trabalho que você acha bonita ou do cara que você conheceu na festa do amigo costuma ser legal. Tem gente para quem isso funciona tão bem que virou abordagem padrão - com a vantagem de que a redes sociais contam muito sobre a pessoa antes de você chegar perto dela. O que eu acho que não rola é usar a internet para se aproximar de completos estranhos: viu uma foto no timeline, achou a pessoa bonita, manda uma mensagem, “oi!” Quem recebe esse tipo de torpedo fica com a impressão que do outro lado tem um cara ou uma garota disparando span para todos os lados. Não é legal.
Na internet estão também os famosos serviços de promoção de relacionamentos. Você se cadastra, paga uma grana e o sistema sugere sair com fulano ou sicrana. As (poucas) pessoas que eu conheço que já fizeram isso conseguiram encontros e transas. Têm histórias divertidas para contar, mas nenhuma achou o amor virtual. Parece ruim? Não necessariamente. Para quem está por baixo e sente que a vida empacou, esse tipo de serviço pode funcionar como o socorro que a seguradora manda quando seu carro ficou sem bateria: oferece uma recarga de autoconfiança, faz com que você dê a partida e põe o carro em movimento. Às vezes é tudo que a gente precisa.
Quando se trata de encontrar pessoas, eu acredito em grupos: escola, trabalho, amigos. Em geral é aí que as coisas rolam. Melhor que a balada anônima é uma festa de aniversário, onde você já conhece parte das pessoas e tem a chance de conhecer outras, que terão alguma conexão com você. Amigos de amigas são candidatos naturais a namorados. Eles já chegam filtrados por interesses e origens comuns – aquilo que uma amiga minha chama de “indicação”. Ela, efetivamente, sai perguntando aos conhecidos sobre os caras que acha interessante: “Você acha que eu combino com ele?” O grupo ajuda a recomendar e selecionar.
Se você está sem grupos, invente um. Cursos são lugares espetaculares para aprender e para conhecer gente. Há cursos de todos os tipos e neles há todo tipo de pessoas. Pode ser um encontro de gastronomia, um curso de teatro ou aquela aula de dança de salão que você está adiando desde que tinha 18 anos. Funciona. Tampouco descarte as viagens em bando ou grupo organizado. Elas costumam ser divertidas e oferecem a oportunidade de conhecer pessoas com o mesmo pique. Depois de três dias fazendo tracking na Chapada Diamantina ou acampando no Pantanal, todo mundo fica meio íntimo – e há reuniões posteriores, trocas de fotos pela internet. As coisas não acabam ali.
O essencial, quando se trata de encontros amorosos, é criar oportunidades para que eles aconteçam. Na tarde de sábado, por exemplo, por que não chegar ao cinema meia hora antes do filme e tomar um café, sem Ipod nos ouvidos e sem estar mergulhada num livro? Isso oferece a quem está em volta uma chance de aproximação. Às vezes isso é tudo que o destino precisa para colocar a pessoa certa na mesa ao lado, sozinha e louca para conversar. Pode não ser o grande amor da sua vida, mas talvez venha a ser um bom amigo – que talvez tenha um irmão, ou um amigo, que nasceu com a missão de dar a você os melhores dias da sua vida.
Ivan Martins
Isso sempre me ocorre quando escuto – o que é frequente – duas mulheres discutindo sobre a tarefa aparentemente difícil de arrumar um namorado legal nos dias que correm. Em geral, fico tentado a me meter para sugerir que elas talvez estejam buscando nos lugares errados. Hoje, eu decidi que iria ceder à tentação e dar uns palpites nesse assunto. Depois de conversar com amigos e amigas, divido com vocês as opiniões que achei pertinentes.
A primeira delas, que vai irritar os boêmios: não ponha esperança demais em botecos e baladas. Eles não costumam ser o lugar onde se encontra gente que vai ficar na sua vida. Para uma mulher ou para um cara atraente, é fácil achar sexo na noite, mas o que acontece depois é muito incerto. O mais comum é acordar sozinha, ou, ainda pior, perceber que a pessoa ao lado não tem nada a ver. Decisões tomadas no calor da mesa ou da pista não costumam resistir às horas de sono ou de lucidez. Se você já conhece a figura e a convida a tomar uma, a chance de rolar aumenta muito. Se você vai à balada sabendo que lá vai estar o cara que você deseja, melhor. Mas, sair na sexta-feira, dos bares para a balada, na esperança de que o príncipe encantado apareça do nada, com uma lata de cerveja na mão, pode ser bem frustrante.
A internet tornou-se um lugar privilegiado de encontros, mas seu efeito nas aproximações é ambíguo. Funciona de uns jeitos e não funciona de outros. Usar o Facebook para se aproximar da garota do trabalho que você acha bonita ou do cara que você conheceu na festa do amigo costuma ser legal. Tem gente para quem isso funciona tão bem que virou abordagem padrão - com a vantagem de que a redes sociais contam muito sobre a pessoa antes de você chegar perto dela. O que eu acho que não rola é usar a internet para se aproximar de completos estranhos: viu uma foto no timeline, achou a pessoa bonita, manda uma mensagem, “oi!” Quem recebe esse tipo de torpedo fica com a impressão que do outro lado tem um cara ou uma garota disparando span para todos os lados. Não é legal.
Na internet estão também os famosos serviços de promoção de relacionamentos. Você se cadastra, paga uma grana e o sistema sugere sair com fulano ou sicrana. As (poucas) pessoas que eu conheço que já fizeram isso conseguiram encontros e transas. Têm histórias divertidas para contar, mas nenhuma achou o amor virtual. Parece ruim? Não necessariamente. Para quem está por baixo e sente que a vida empacou, esse tipo de serviço pode funcionar como o socorro que a seguradora manda quando seu carro ficou sem bateria: oferece uma recarga de autoconfiança, faz com que você dê a partida e põe o carro em movimento. Às vezes é tudo que a gente precisa.
Quando se trata de encontrar pessoas, eu acredito em grupos: escola, trabalho, amigos. Em geral é aí que as coisas rolam. Melhor que a balada anônima é uma festa de aniversário, onde você já conhece parte das pessoas e tem a chance de conhecer outras, que terão alguma conexão com você. Amigos de amigas são candidatos naturais a namorados. Eles já chegam filtrados por interesses e origens comuns – aquilo que uma amiga minha chama de “indicação”. Ela, efetivamente, sai perguntando aos conhecidos sobre os caras que acha interessante: “Você acha que eu combino com ele?” O grupo ajuda a recomendar e selecionar.
Se você está sem grupos, invente um. Cursos são lugares espetaculares para aprender e para conhecer gente. Há cursos de todos os tipos e neles há todo tipo de pessoas. Pode ser um encontro de gastronomia, um curso de teatro ou aquela aula de dança de salão que você está adiando desde que tinha 18 anos. Funciona. Tampouco descarte as viagens em bando ou grupo organizado. Elas costumam ser divertidas e oferecem a oportunidade de conhecer pessoas com o mesmo pique. Depois de três dias fazendo tracking na Chapada Diamantina ou acampando no Pantanal, todo mundo fica meio íntimo – e há reuniões posteriores, trocas de fotos pela internet. As coisas não acabam ali.
O essencial, quando se trata de encontros amorosos, é criar oportunidades para que eles aconteçam. Na tarde de sábado, por exemplo, por que não chegar ao cinema meia hora antes do filme e tomar um café, sem Ipod nos ouvidos e sem estar mergulhada num livro? Isso oferece a quem está em volta uma chance de aproximação. Às vezes isso é tudo que o destino precisa para colocar a pessoa certa na mesa ao lado, sozinha e louca para conversar. Pode não ser o grande amor da sua vida, mas talvez venha a ser um bom amigo – que talvez tenha um irmão, ou um amigo, que nasceu com a missão de dar a você os melhores dias da sua vida.
Ivan Martins
12 novembro 2012
Pessoas....
Hoje estava pensando nas pessoas que vieram e foram de minha vida.
Sim porque resumindo a vida é mesmo assim...”pessoas vem e pessoas vão”, algumas desaparecem completamente de nossas vidas.
Isto não acontece necessariamente devido a morte, nem por raivas, brigas...
Simplesmente as pessoas vão!
Algumas voltam, outras não...se vão para nunca mais.
Assim como a gente...se vai da vida de outras pessoas, nem sempre nos é possível ficar.
E é assim que a vida é, queiramos ou não, as chegadas e partidas estarão sempre em nosso caminho.
É como se a vida fosse uma estação de trem, aonde as pessoas chegam e partem a todo instante.
Tem gente que se foi e não volta mais neste plano...
Tem aqueles que se foram, mas permanecem no coração...
Tem aqueles que quiseram ficar, mas nós não permitimos...
Tem aqueles que por mais que desejássemos que ficassem... se foram...
E por fim, tem aqueles que passe o tempo que passar, se quiserem voltar, serão sempre bem vindos...
É...a vida é mesmo assim, pessoas vem e pessoas vão.
Porém existem aquelas que jamais deveriam ter partido!
Destas...eu sinto uma saudade imensa!
Mari
Sim porque resumindo a vida é mesmo assim...”pessoas vem e pessoas vão”, algumas desaparecem completamente de nossas vidas.
Isto não acontece necessariamente devido a morte, nem por raivas, brigas...
Simplesmente as pessoas vão!
Algumas voltam, outras não...se vão para nunca mais.
Assim como a gente...se vai da vida de outras pessoas, nem sempre nos é possível ficar.
E é assim que a vida é, queiramos ou não, as chegadas e partidas estarão sempre em nosso caminho.
É como se a vida fosse uma estação de trem, aonde as pessoas chegam e partem a todo instante.
Tem gente que se foi e não volta mais neste plano...
Tem aqueles que se foram, mas permanecem no coração...
Tem aqueles que quiseram ficar, mas nós não permitimos...
Tem aqueles que por mais que desejássemos que ficassem... se foram...
E por fim, tem aqueles que passe o tempo que passar, se quiserem voltar, serão sempre bem vindos...
É...a vida é mesmo assim, pessoas vem e pessoas vão.
Porém existem aquelas que jamais deveriam ter partido!
Destas...eu sinto uma saudade imensa!
Mari
09 novembro 2012
O amor...
O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão.
Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
João Cabral de Melo Neto
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão.
Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
João Cabral de Melo Neto
05 novembro 2012
Bilhete
Se tu me amas,
ama-me baixinho.
Não o grites de cima dos telhados,
deixa em paz os passarinhos.
Deixa em paz a mim!
Se me queres, enfim,
tem de ser bem devagarinho, amada,
que a vida é breve,
e o amor
mais breve ainda.
Mario Quintana
30 outubro 2012
Nossos medos
Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados.
Nosso medo mais profundo é o de sermos poderosos além da medida.
É nossa luz, não nossa escuridão, que mais assusta.
Nós nos perguntamos: quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso, fabuloso?
Na verdade, quem é você para não ser?
Você é uma criança do Espírito.
Você, pretendendo ser pequeno, não serve ao mundo.
Não tem nada de iluminado no ato de se encolher, pois os outros se sentirão
inseguros ao seu redor.
Nascemos para manifestar a glória do Espírito que está dentro de nós.
E a medida que deixamos nossa luz brilhar, damos permissão para os outros fazerem o mesmo.
À medida que libertamos nosso medo, nossa presença libera outros.
Nelson Mandela
Nosso medo mais profundo é o de sermos poderosos além da medida.
É nossa luz, não nossa escuridão, que mais assusta.
Nós nos perguntamos: quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso, fabuloso?
Na verdade, quem é você para não ser?
Você é uma criança do Espírito.
Você, pretendendo ser pequeno, não serve ao mundo.
Não tem nada de iluminado no ato de se encolher, pois os outros se sentirão
inseguros ao seu redor.
Nascemos para manifestar a glória do Espírito que está dentro de nós.
E a medida que deixamos nossa luz brilhar, damos permissão para os outros fazerem o mesmo.
À medida que libertamos nosso medo, nossa presença libera outros.
Nelson Mandela
29 outubro 2012
Que se passa em mim…?
Que sinto, não estou em mim
Não é assim que quero estar!
Não consigo dormir. Assim não sei controlar
Como poderei dormir Ou caminhar, sem imaginar…?
Sinto-me preso sem correntes, Mesmo sem prisões
Estou impedido de caminhar
Amar viver, Mas que vida ...Que se passa em mim? Porque estou preso…?
Será ao amor!
Ou a sua pessoa
Quando parti
Te deixei somente
Hoje sinto por mim
Aquele amor
Aquela vida do nosso sonho
Do meu viver
De que serve eu sentir saudade
Se preso estou
A promessa de te amar
E de contigo não poder estar
Somente estou contigo nesta poesia
Que enche o meu vazio
E me aquece nas noites solitárias
Desta vida imprópria de se viver
Queria que sentisse o reflexo das minhas vibrações
Quanto em ti penso
De tudo quanto são as melhores sensações
Para entenderes o que se passa verdadeiramente
O que se passa em mim…?
Autor-sonho solitario
Não é assim que quero estar!
Não consigo dormir. Assim não sei controlar
Como poderei dormir Ou caminhar, sem imaginar…?
Sinto-me preso sem correntes, Mesmo sem prisões
Estou impedido de caminhar
Amar viver, Mas que vida ...Que se passa em mim? Porque estou preso…?
Será ao amor!
Ou a sua pessoa
Quando parti
Te deixei somente
Hoje sinto por mim
Aquele amor
Aquela vida do nosso sonho
Do meu viver
De que serve eu sentir saudade
Se preso estou
A promessa de te amar
E de contigo não poder estar
Somente estou contigo nesta poesia
Que enche o meu vazio
E me aquece nas noites solitárias
Desta vida imprópria de se viver
Queria que sentisse o reflexo das minhas vibrações
Quanto em ti penso
De tudo quanto são as melhores sensações
Para entenderes o que se passa verdadeiramente
O que se passa em mim…?
Autor-sonho solitario
23 outubro 2012
Inconfesso Desejo
Queria ter coragem
Para falar deste segredo
Queria poder declarar ao mundo
Este amor
Não me falta vontade
Não me falta desejo
Você é minha vontade
Meu maior desejo
Queria poder gritar
Esta loucura saudável
Que é estar em teus braços
Perdido pelos teus beijos
Sentindo-me louco de desejo
Queria recitar versos
Cantar aos quatros ventos
As palavras que brotam
Você é a inspiração
Minha motivação
Queria falar dos sonhos
Dizer os meus secretos desejos
Que é largar tudo
Para viver com você
Este inconfesso desejo
Carlos Drummond de Andrade
22 outubro 2012
Um beijo
Um minuto o nosso beijo
Um só minuto; no entanto
Nesse minuto de beijo
Quantos segundos de espanto!
Quantas mães e esposas loucas
Pelo drama de um momento
Quantos milhares de bocas
Uivando de sofrimento!
Quantas crianças nascendo
Para morrer em seguida
Quanta carne se rompendo
Quanta morte pela vida!
Quantos adeuses efêmeros
Tornados o último adeus
Quantas tíbias, quantos fêmures
Quanta loucura de Deus!
Que mundo de mal-amadas
Com as esperanças perdidas
Que cardume de afogadas
Que pomar de suicidas!
Que mar de entranhas correndo
De corpos desfalecidos
Que choque de trens horrendo
Quantos mortos e feridos!
Que dízima de doentes
Recebendo a extrema-unção
Quanto sangue derramado
Dentro do meu coração!
Quanto cadáver sozinho
Em mesa de necrotério
Quanta morte sem carinho
Quanto canhenho funéreo!
Que plantel de prisioneiros
Tendo as unhas arrancadas
Quantos beijos derradeiros
Quantos mortos nas estradas!
Que safra de uxoricidas
A bala, a punhal, a mão
Quantas mulheres batidas
Quantos dentes pelo chão!
Que monte de nascituros
Atirados nos baldios
Quantos fetos nos monturos
Quanta placenta nos rios!
Quantos mortos pela frente
Quantos mortos à traição
Quantos mortos de repente
Quantos mortos sem razão!
Quanto câncer sub-reptício
Cujo amanhã será tarde
Quanta tara, quanto vício
Quanto enfarte do miocárdio
Quanto medo, quanto pranto
Quanta paixão, quanto luto!...
Tudo isso pelo encanto
Desse beijo de um minuto:
Desse beijo de um minuto
Mas que cria, em seu transporte
De um minuto, a eternidade
E a vida, de tanta morte.
Vinicius de Moraes
18 outubro 2012
Os dez mandamentos de Osho
Encontrei este texto publicado aqui mesmo alguns anos atras. Vamos relembrar?
Em 1970 perguntaram a Osho pelos seus dez mandamentos. Esta foi sua resposta (considero um bom resumo de suas idéias):“Você pergunta pelos meus dez mandamentos. Isso é muito difícil, porque eu sou contra qualquer tipo de mandamento. Todavia, só pela brincadeira, eu estabeleço o que se segue:
- Não obedeça a ordens, exceto àquelas que venham de dentro.
- DEUS é a própria vida.
- A verdade está dentro, não a procure em nenhum outro lugar.
- O amor é a oração.
- O vazio é a porta para a verdade, é o meio, o fim e a realização.
- A vida é aqui e agora.
- Viva completamente acordado.
- Não nade, flutue.
- Morra a cada momento para que você possa se renovar a cada momento.
- Pare de buscar. O que é, é: pare e veja.”
16 outubro 2012
Chovia....
Naquela tarde, como chovia!
Me lembro de que a chuva caia lá fora sem parar, e seu surdo rumor até parecia um sussurro de quem chora ou uma cantiga de embalar...
Me lembro de que tu chegaste inquieta, ansiosa, mas logo te aconchegaste em meus braços, quietinha... (...enroladinha como uma gatinha...)
E eu quase não sabia que fazer: se de encontro ao meu peito te deixava adormecer... se te mantinha acordada, para seres minha...
Me lembro que chovia, chovia sem parar...
E que a chuva caía a turvar as vidraças anoitecendo o quarto em tons baços...
Me lembro de que te sentia aconchegada em meus braços...
Me lembro de que chovia...
E de que era bom porque chovia, e porque estavas alí, e porque eu te queria...
Sim, me lembro que tudo era bom...
E que a chuva caía, caía, monótona, sem parar, naquele mesmo tom...
Naquela tarde, amor, como chovia!
Agora, quando longe de ti, nem sou mais eu em minha melancolia, não posso mais ouvir a chuva cair que não fique a lembrar tudo que aconteceu naquele dia...
Naquele dia enquanto chovia...
JG de Araujo Jorge
Me lembro de que a chuva caia lá fora sem parar, e seu surdo rumor até parecia um sussurro de quem chora ou uma cantiga de embalar...
Me lembro de que tu chegaste inquieta, ansiosa, mas logo te aconchegaste em meus braços, quietinha... (...enroladinha como uma gatinha...)
E eu quase não sabia que fazer: se de encontro ao meu peito te deixava adormecer... se te mantinha acordada, para seres minha...
Me lembro que chovia, chovia sem parar...
E que a chuva caía a turvar as vidraças anoitecendo o quarto em tons baços...
Me lembro de que te sentia aconchegada em meus braços...
Me lembro de que chovia...
E de que era bom porque chovia, e porque estavas alí, e porque eu te queria...
Sim, me lembro que tudo era bom...
E que a chuva caía, caía, monótona, sem parar, naquele mesmo tom...
Naquela tarde, amor, como chovia!
Agora, quando longe de ti, nem sou mais eu em minha melancolia, não posso mais ouvir a chuva cair que não fique a lembrar tudo que aconteceu naquele dia...
Naquele dia enquanto chovia...
JG de Araujo Jorge
11 outubro 2012
Soneto
Não chame o meu amor de Idolatria
Nem de Ídolo realce a quem eu amo,
Pois todo o meu cantar a um só se alia,
E de uma só maneira eu o proclamo.
É hoje e sempre o meu amor galante, Inalterável, em grande excelência;
Por isso a minha rima é tão constanteA uma só coisa e exclui a diferença.
'Beleza, Bem, Verdade', eis o que exprimo; 'Beleza, Bem, Verdade', todo o acento;
E em tal mudança está tudo o que primo,
Em um, três temas, de amplo movimento. 'Beleza, Bem, Verdade' sós, outrora;
Num mesmo ser vivem juntos agora.
William Shakespeare
10 outubro 2012
Sentimentos Demais
Vamos ser francos: nosso problema não é sexo. Isso se arranja com facilidade. O que nos exaspera são as relações que estabelecemos a partir do sexo, ou apesar dele. O que nos sufoca é aquilo que se faz antes e depois de transar. A pessoa que fica ali – ou que gostaríamos que ficasse, mas não fica – constitui nosso maior problema, e talvez nossa única solução.
Estar com alguém mais do que ocasionalmente, porém, constitui um desafio insolúvel – tanto quanto um prazer imensurável.
As pessoas têm manias, têm temperamento, têm hábitos que nos incomodam. Elas reclamam de tudo, pateticamente. Elas se enfurecem com tudo, histericamente. Elas têm problemas, opiniões, desejos, amigos. Elas são lindas e nos causam ciúme. Elas são controladoras e nos irritam. Elas podem ser frívolas e indiferentes. Frequentemente mergulham nelas mesmas e nos deixam entregues às apreensões e receios. Às vezes queremos que sumam, morram, pelo-amor-de-deus desapareçam. No outro dia acordamos sem elas e o coração perde duas batidas, de medo.
Na verdade, sofremos de sentimentos demais. Eles transbordam, excedem, afogam. Seria infinitamente mais simples se fôssemos como os outros. Veja o casal do elevador, o professor de natação e a namorada dele. Obviamente felizes, simples, calmos. Trocam duas palavras e um olhar entre o quinto e o térreo. Gente bem resolvida. É impossível que ela chore de noite por temer que ele não a ame. Evidentemente ele não se isola diante da televisão e tenta aplacar os nervos vendo um filme inútil. Eles certamente nunca se metem em discussões dolorosas. Sabem o que fazer deles mesmos e do seu amor. Eles têm as respostas. As criaturas esquisitas somos eu, você e os nossos parceiros. Eles, os outros, são simples e felizes. Gente bem resolvida.
Os sentimentos são o nosso principal problema, claramente. Estamos encharcados deles. Sentimentos de toda espécie, misturados. Você olha para aquela pessoa que abriu a porta e eles afloram, conturbados. Quanta aflição não esconde um abraço? A gente então conversa, e a confusão reflui. A gente espanta o assombro com a nossa voz e o nosso riso. A trivialidade nos resgata como um bote salva vidas. Nos olhos da mulher que a gente ama há uma praia tranquila onde a gente ancora – até que o mar no interior dela se agite e a paz efêmera se perca. De novo.
Gostaríamos que não fosse assim, claro. Preferiríamos ser gente simples, composta, direta. Em vez de todas as memórias dolorosas que trazemos conosco, paz. Em vez da confusão de planos e aspirações, clareza. Nada de turbulência submersa, nenhuma recordação inconfessável, apenas superfície indevassável e tranquila, como um lago.
Imagine deslizar a mão pelo corpo macio dela sem que a cabeça esteja tomada por ideias conflitantes. Que genial fazer amor sem que nele se projete, num rosnado, o velho arsenal de ressentimentos que parece ter nascido conosco. O sexo então seria puro, biológico, em vez de uma batalha épica entre o bem e o mal, entre o público e o privado, entre o certo e o errado que nos habitam. E, depois do prazer, enrolar-se cheio de ternura e de angústia agridoce naquela criatura que ofega. Sentir-se pai, filho, irmão, apaixonado, opressor-filho-da-puta, canalha, marido. O que mais?
Os sentimentos não nos largam, indecifráveis. O carro trafega a 40 km por hora, numa alameda ensolarada, e a lembrança de um certo olhar pungente quase nos leva às lágrimas. De onde vem essa emoção? Certamente da música, um samba travesso de Chico Buarque que nos conecta a tudo e a todos, num momentâneo abraço cósmico pós-eleitoral. Somos todos irmãos, ela me ama, a morte mora numa toca no fim da eternidade, tudo é lindo.
Sejamos francos: nosso problema não é sexo, é amor. Encontrá-lo, conquistá-lo, torná-lo parte da nossa vida e, ao final, talvez, detestá-lo. Nosso problema é preservar esse amor em meio à tempestade de trovões dos nossos sentimentos. Cuidar para que o fascínio físico dos primeiros dias não se perca, evitar que a confiança que vem depois não nos cegue de tédio. Nossa tarefa, gigantesca, é fazer com prazer – e com o mínimo de sanidade – as coisas que se fazem antes e depois de trepar. A pessoa que fica ao nosso lado nesse intervalo é nosso maior problema, e talvez a única solução.
Ivan Martins
Estar com alguém mais do que ocasionalmente, porém, constitui um desafio insolúvel – tanto quanto um prazer imensurável.
As pessoas têm manias, têm temperamento, têm hábitos que nos incomodam. Elas reclamam de tudo, pateticamente. Elas se enfurecem com tudo, histericamente. Elas têm problemas, opiniões, desejos, amigos. Elas são lindas e nos causam ciúme. Elas são controladoras e nos irritam. Elas podem ser frívolas e indiferentes. Frequentemente mergulham nelas mesmas e nos deixam entregues às apreensões e receios. Às vezes queremos que sumam, morram, pelo-amor-de-deus desapareçam. No outro dia acordamos sem elas e o coração perde duas batidas, de medo.
Na verdade, sofremos de sentimentos demais. Eles transbordam, excedem, afogam. Seria infinitamente mais simples se fôssemos como os outros. Veja o casal do elevador, o professor de natação e a namorada dele. Obviamente felizes, simples, calmos. Trocam duas palavras e um olhar entre o quinto e o térreo. Gente bem resolvida. É impossível que ela chore de noite por temer que ele não a ame. Evidentemente ele não se isola diante da televisão e tenta aplacar os nervos vendo um filme inútil. Eles certamente nunca se metem em discussões dolorosas. Sabem o que fazer deles mesmos e do seu amor. Eles têm as respostas. As criaturas esquisitas somos eu, você e os nossos parceiros. Eles, os outros, são simples e felizes. Gente bem resolvida.
Os sentimentos são o nosso principal problema, claramente. Estamos encharcados deles. Sentimentos de toda espécie, misturados. Você olha para aquela pessoa que abriu a porta e eles afloram, conturbados. Quanta aflição não esconde um abraço? A gente então conversa, e a confusão reflui. A gente espanta o assombro com a nossa voz e o nosso riso. A trivialidade nos resgata como um bote salva vidas. Nos olhos da mulher que a gente ama há uma praia tranquila onde a gente ancora – até que o mar no interior dela se agite e a paz efêmera se perca. De novo.
Gostaríamos que não fosse assim, claro. Preferiríamos ser gente simples, composta, direta. Em vez de todas as memórias dolorosas que trazemos conosco, paz. Em vez da confusão de planos e aspirações, clareza. Nada de turbulência submersa, nenhuma recordação inconfessável, apenas superfície indevassável e tranquila, como um lago.
Imagine deslizar a mão pelo corpo macio dela sem que a cabeça esteja tomada por ideias conflitantes. Que genial fazer amor sem que nele se projete, num rosnado, o velho arsenal de ressentimentos que parece ter nascido conosco. O sexo então seria puro, biológico, em vez de uma batalha épica entre o bem e o mal, entre o público e o privado, entre o certo e o errado que nos habitam. E, depois do prazer, enrolar-se cheio de ternura e de angústia agridoce naquela criatura que ofega. Sentir-se pai, filho, irmão, apaixonado, opressor-filho-da-puta, canalha, marido. O que mais?
Os sentimentos não nos largam, indecifráveis. O carro trafega a 40 km por hora, numa alameda ensolarada, e a lembrança de um certo olhar pungente quase nos leva às lágrimas. De onde vem essa emoção? Certamente da música, um samba travesso de Chico Buarque que nos conecta a tudo e a todos, num momentâneo abraço cósmico pós-eleitoral. Somos todos irmãos, ela me ama, a morte mora numa toca no fim da eternidade, tudo é lindo.
Sejamos francos: nosso problema não é sexo, é amor. Encontrá-lo, conquistá-lo, torná-lo parte da nossa vida e, ao final, talvez, detestá-lo. Nosso problema é preservar esse amor em meio à tempestade de trovões dos nossos sentimentos. Cuidar para que o fascínio físico dos primeiros dias não se perca, evitar que a confiança que vem depois não nos cegue de tédio. Nossa tarefa, gigantesca, é fazer com prazer – e com o mínimo de sanidade – as coisas que se fazem antes e depois de trepar. A pessoa que fica ao nosso lado nesse intervalo é nosso maior problema, e talvez a única solução.
Ivan Martins
09 outubro 2012
Proseando
· “Sem advogado não se faz justiça”
– essa frase aparece freqüentemente em adesivos colados em carros. Ela não é
verdadeira.
Se um advogado acredita que ela é verdadeira, falta-lhe
inteligência. Sugiro a substituição da dita frase por “O advogado, se quiser,
pode ajudar a fazer justiça. Se não quiser, pode ajudar a fazer injustiça.”
O
“fazer justiça” não pertence à profissão do advogado.
Ninguém vira “fazedor de
justiça” por ter diploma de advogado. O Lalau que o diga.
A justiça pertence à
ordem da ética – que é uma condição espiritual que o indivíduo advogado pode ou
não ter. ·
O
s compositores colocam no início das partituras indicações sobre o
tempo e o espírito com que devem ser tocadas: Allegro vivace, Largo, Allegretto,
Lantgsam und sehnsuchtsvoll, Andante espressivo, Grave, etc.
Acho que os
escritores deveriam fazer a mesma coisa com seus textos. As pessoas lêem mal
porque não sabem o ritmo e o espírito do texto. Sobre isso falarei mais. ·
Estou
me roendo de vontade de escrever umas estorinhas cômicas a partir da Bíblia. Por
exemplo: Quem diria que Caim matou Abel porque Deus não era vegetariano? E a
mula de Balaão que falou hebraico? E o “monte dos prepúcios”? E a praga de
hemorróidas que Javé enviou sobre os soldados filisteus que haviam roubado a
Arca? E o profeta careca – como eu – Eliseu, que invocou um urso que comeu um
bando de meninos que estavam rindo da sua careca? E as duas filhas que
embebedaram o pai para transar com ele? E a mulher que virou para trás e se
transformou numa estátua de sal? No meio de coisas maravilhosas a Bíblia contém
também muito humor. Claro, para quem tem senso de humor... · “O povo unido
jamais será vencido”. Afinal de contas, o que é “povo”? “Povo” me parece uma
palavra tão vazia quanto Deus. Todo mundo fala “povo”, todo mundo fala “Deus”.
Os ditadores falam em nome do povo. Os líderes partidários falam em nome do
povo. Mas, o que é o povo? Torcida de futebol? As pessoas vendo o programa do
Ratinho? As multidões dançando as missas do Pe. Marcelo?: Os eleitores
depositando seus votos?
Da minha cadeira vejo os sanhaços azuis comendo os
coquinhos da areca-bambu. Ver os sanhaços me faz feliz. Lembro-me de que eles
gostam de fazer buracos nos mamões maduros e entrar lá dentro para comer mais
confortavelmente...
· Meu filho mais velho, o Sérgio, com a companheira, Ana Marta, fizeram a caminhada a pé até Machupichu (Não sei se é assim que se escreve). Contou dos cenários maravilhosos que iam aparecendo à medida em que subiam. Chegando a um lugar onde deveriam descansar por 40 minutos, ficaram extasiados contemplando os vales e as montanhas. Uma turista americana, entretanto, deitou debaixo de uma árvore e pôs-se a ler o livro. Não estava interessada em ver as belezas que havia no caminho. O seu objetivo era só chegar lá em cima. O livro era mais interessante. Nietzsche fala muito sobre os turistas estúpidos que se esfalfam para chegar ao alto da montanha sem perceber as belezas que existem no caminho.
· Veio-me, faz uns minutos, sem que eu quisesse, uma coisa que estava escrita na porta do laboratório de um colega meu da UNICAMP, se não me engano o Paulo Ana Bobbio: “Havendo Deus colocado limites definidos à nossa inteligência, é profundamente lamentável que ele não tivesse colocado limites também para a nossa ignorância”.
· Florais de Bach: confesso minha ignorância. Nada sei sobre os seus poderes. Mas sei muito sobre os poderes terapêuticos dos “Corais de Bach”. A música tem poderes mágicos. Nietzsche fala sobre isso no seu livro O nascimento da tragédia grega – a partir do espírito da música. A música entra no corpo e o possui. A experiência estética com a música é uma experiência de “possessão”.
· Uma amiga querida que acaba de me visitar me contou da sua experiência com a quimioterapia. O mal-estar terrível, sobre o fundo sombrio da doença. A impossibilidade de comer qualquer coisa, inclusive de beber água. Media a água que bebia com colherinhas, para não vomitar. Quando melhorou e conseguiu beber uns golinhos d’água, experimentou algo que nunca tinha sentido antes: a absurda felicidade de beber água. Vou prestar mais atenção na água, na próxima vez que for beber...
· No seu leito de morte, o velhinho de repente sentiu um desejo: “Minha filha, estou com muita vontade de comer um pastel de carne...” Ao que ela lhe respondeu: “Mas papai, pastel tem colesterol...” Um médico, dirigindo-se a uma velhinha de 90 anos, exames de laboratório perfeitos, exceto um discreto aumento na taxa de glicemia: “A senhora tem de comer menos doces...”
Rubem Alves
· Meu filho mais velho, o Sérgio, com a companheira, Ana Marta, fizeram a caminhada a pé até Machupichu (Não sei se é assim que se escreve). Contou dos cenários maravilhosos que iam aparecendo à medida em que subiam. Chegando a um lugar onde deveriam descansar por 40 minutos, ficaram extasiados contemplando os vales e as montanhas. Uma turista americana, entretanto, deitou debaixo de uma árvore e pôs-se a ler o livro. Não estava interessada em ver as belezas que havia no caminho. O seu objetivo era só chegar lá em cima. O livro era mais interessante. Nietzsche fala muito sobre os turistas estúpidos que se esfalfam para chegar ao alto da montanha sem perceber as belezas que existem no caminho.
· Veio-me, faz uns minutos, sem que eu quisesse, uma coisa que estava escrita na porta do laboratório de um colega meu da UNICAMP, se não me engano o Paulo Ana Bobbio: “Havendo Deus colocado limites definidos à nossa inteligência, é profundamente lamentável que ele não tivesse colocado limites também para a nossa ignorância”.
· Florais de Bach: confesso minha ignorância. Nada sei sobre os seus poderes. Mas sei muito sobre os poderes terapêuticos dos “Corais de Bach”. A música tem poderes mágicos. Nietzsche fala sobre isso no seu livro O nascimento da tragédia grega – a partir do espírito da música. A música entra no corpo e o possui. A experiência estética com a música é uma experiência de “possessão”.
· Uma amiga querida que acaba de me visitar me contou da sua experiência com a quimioterapia. O mal-estar terrível, sobre o fundo sombrio da doença. A impossibilidade de comer qualquer coisa, inclusive de beber água. Media a água que bebia com colherinhas, para não vomitar. Quando melhorou e conseguiu beber uns golinhos d’água, experimentou algo que nunca tinha sentido antes: a absurda felicidade de beber água. Vou prestar mais atenção na água, na próxima vez que for beber...
· No seu leito de morte, o velhinho de repente sentiu um desejo: “Minha filha, estou com muita vontade de comer um pastel de carne...” Ao que ela lhe respondeu: “Mas papai, pastel tem colesterol...” Um médico, dirigindo-se a uma velhinha de 90 anos, exames de laboratório perfeitos, exceto um discreto aumento na taxa de glicemia: “A senhora tem de comer menos doces...”
08 outubro 2012
O amor e o Outro
Não amo melhor nem pior do que ninguém.
Do meu jeito amo.
Ora esquisito, ora fogoso, às vezes aflito ou ensandecido de gozo.
Já amei até com nojo.
Do meu jeito amo.
Ora esquisito, ora fogoso, às vezes aflito ou ensandecido de gozo.
Já amei até com nojo.
Coisas fabulosas acontecem-me no leito.
Nem sempre de mim dependem, confesso.
O corpo do outro é que é sempre surpreendente.
Nem sempre de mim dependem, confesso.
O corpo do outro é que é sempre surpreendente.
Affonso Romano de Sant’Anna
05 outubro 2012
Águas Revoltas
Hoje amanheci tirando o pó das gavetas.
Recordei as palavras e bebi daquele seu toque apaixonado que me conquistou, com gosto de licor e a doçura que acalmava a ferida e fazia suscitar o amor.
Limpei todo o pó e de olhos bem fechados mentalizei você nos dias onde te guardo, nos meses que tem se mantido longe.
Nem sempre os gestos são os mesmos, nem sempre os caminhos são iguais.
E disso eu já sabia!
Quando viramos as costas, num gesto sem fim, tudo parecia certo.
Às vezes tenho saudades, das borboletas do 1º encontro que me esvaziavam o estômago, que me arrepiava a pele, do seu jeito de vestir diferente, do sorriso rasgado que me esperava naquela boca inesquecível. Do jeito que as mãos se cruzavam adivinhando o beijo que, meio tolhidos iamos dando.
E assim fomos nos embrulhando na cumplicidade doce que nos devolvia as horas, que ao longo de meses fomos partilhando.
E quando o amargo dos dias sem você chega, vejo que deixamos de lado todo o amor que construimos, mesmo que você tentasse negar que ele, falava mais alto.
Talvez um dia você perceba que as diferenças nos completam, enquanto isso, vou te admirando (tanto quanto te vivo).
Do Blog Amor Absoluto Mulher (in) Comum
Recordei as palavras e bebi daquele seu toque apaixonado que me conquistou, com gosto de licor e a doçura que acalmava a ferida e fazia suscitar o amor.
Limpei todo o pó e de olhos bem fechados mentalizei você nos dias onde te guardo, nos meses que tem se mantido longe.
Nem sempre os gestos são os mesmos, nem sempre os caminhos são iguais.
E disso eu já sabia!
Quando viramos as costas, num gesto sem fim, tudo parecia certo.
Às vezes tenho saudades, das borboletas do 1º encontro que me esvaziavam o estômago, que me arrepiava a pele, do seu jeito de vestir diferente, do sorriso rasgado que me esperava naquela boca inesquecível. Do jeito que as mãos se cruzavam adivinhando o beijo que, meio tolhidos iamos dando.
E assim fomos nos embrulhando na cumplicidade doce que nos devolvia as horas, que ao longo de meses fomos partilhando.
E quando o amargo dos dias sem você chega, vejo que deixamos de lado todo o amor que construimos, mesmo que você tentasse negar que ele, falava mais alto.
Talvez um dia você perceba que as diferenças nos completam, enquanto isso, vou te admirando (tanto quanto te vivo).
Do Blog Amor Absoluto Mulher (in) Comum
04 outubro 2012
Pensamento
O pensamento é triste; o amor, insuficiente;
e eu quero sempre mais do que vem nos milagres.
Deixo que a terra me sustente:guardo o resto para mais tarde.
Deus não fala comigo - e eu sei que me conhece.
A antigos ventos dei as lágrimas que tinha.
A estrela sobe, a estrela desce...- espero a minha própria vinda.
(Navego pela memória sem margens.
Alguém conta a minha história E alguém mata os personagens.
Cecília Meireles
03 outubro 2012
Como... ?
"Amou-me como se ama a luz querida,
Como se ama o silêncio, os sons, os céus,
Qual se amam cores e perfume e vida,
Os pais e a pátria, e a virtude e a Deus!"
"Amou-me como se ama a luz querida,
Como se ama o silêncio, os sons, os céus,
Qual se amam cores e perfume e vida,
Os pais e a pátria, e a virtude e a Deus!"
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Como se ama o silêncio, a luz, o aroma,
O orvalho numa flor, nos céus a estrela,
No largo mar a sombra de uma vela,
Que lá na extrema do horizonte assoma;
O orvalho numa flor, nos céus a estrela,
No largo mar a sombra de uma vela,
Que lá na extrema do horizonte assoma;
Como se ama o clarão da branca lua,
Da noite na mudez os sons da flauta,
As canções saudosíssimas do nauta,
Quando em mole vaivém a nau flutua,
Da noite na mudez os sons da flauta,
As canções saudosíssimas do nauta,
Quando em mole vaivém a nau flutua,
Como se ama das aves o gemido,
Da noite as sombras e do dia as cores,
Um céu com luzes, um jardim com flores,
Um canto quase em lágrimas sumido;
Da noite as sombras e do dia as cores,
Um céu com luzes, um jardim com flores,
Um canto quase em lágrimas sumido;
Como se ama o crepúsculo da aurora,
A mansa viração que o bosque ondeia,
O sussurro da fonte que serpenteia,
Uma imagem risonha e sedutora;
A mansa viração que o bosque ondeia,
O sussurro da fonte que serpenteia,
Uma imagem risonha e sedutora;
Como se ama o calor e a luz querida,
A harmonia, o frescor, os sons, os céus,
Silêncio, e cores, e perfume, e vida,
Os pais e a pátria e a virtude e a Deus:
A harmonia, o frescor, os sons, os céus,
Silêncio, e cores, e perfume, e vida,
Os pais e a pátria e a virtude e a Deus:
Assim eu te amo, assim; mais do que podem
Dizer-to os lábios meus, — mais do que vale
Cantar a voz do trovador cansada:
O que é belo, o que é justo, santo e grande
Amo em ti. — Por tudo quanto sofro,
Por quanto já sofri, por quanto ainda
Me resta de sofrer, por tudo eu te amo.
O que espero, cobiço, almejo, ou temo
De ti, só de ti pende: oh! nunca saibas
Com quanto amor eu te amo, e de que fonte
Tão terna, quanto amarga o vou nutrindo!
Esta oculta paixão, que mal suspeitas,
Que não vês, não supões, nem te eu revelo,
Só pode no silêncio achar consolo,
Na dor aumento, intérprete nas lágrimas.
Dizer-to os lábios meus, — mais do que vale
Cantar a voz do trovador cansada:
O que é belo, o que é justo, santo e grande
Amo em ti. — Por tudo quanto sofro,
Por quanto já sofri, por quanto ainda
Me resta de sofrer, por tudo eu te amo.
O que espero, cobiço, almejo, ou temo
De ti, só de ti pende: oh! nunca saibas
Com quanto amor eu te amo, e de que fonte
Tão terna, quanto amarga o vou nutrindo!
Esta oculta paixão, que mal suspeitas,
Que não vês, não supões, nem te eu revelo,
Só pode no silêncio achar consolo,
Na dor aumento, intérprete nas lágrimas.
Gonçalves Dias
02 outubro 2012
O Poço
Cais, às vezes, afundas em teu fosso de silêncio, em teu abismo de orgulhosa cólera, e mal consegues
voltar, trazendo restos do que achaste pelas profunduras da tua existência.
Meu amor, o que encontras em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos, rancorosa e ferida?
Não acharás, amor, no poço em que cais o que na altura guardo para ti: um ramo de jasmins todo orvalhado, um beijo mais profundo que esse abismo.
Não me temas, não caias de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me sem que tu a dirijas, porque foi carregada com um instante duro e esse instante será desarmado em meu peito.
Radiosa me sorri se minha boca fere.
Não sou um pastor doce como em contos de fadas, mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.
Dá-me amor, me sorri e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil, não me firas a mim porque te feres.
Pablo Neruda
28 setembro 2012
Sonhos e desejos
Sorrisos na tua tristeza companhia na tua solidão depois da cobardia aparece a heroicidade e do imbecil surge o ladino o derrube é certo hoje ou amanhã ...
Pensamentos surgem na vida do dia a dia são apenas manipulações do próprio diabo ...sumindo-se pelos cemitérios de ausências imprevistas gozando a liberdade da sua completa felicidade da sua quase não existência sentindo ou não sentindo inventando ou copiando a vidar e buscando no mais fundo de nós mesmos ...
Lá onde estão guardadas as recordações dos nossos desejos expressões de sonhos que foram realidades ...esmagados sob o peso das ideias sufocadas pelas formas, cores e sons recorrendo ao exagero, ao muito que não conseguimos dizer e ao mais que muito que sentimos ...
A.Sobral
Pensamentos surgem na vida do dia a dia são apenas manipulações do próprio diabo ...sumindo-se pelos cemitérios de ausências imprevistas gozando a liberdade da sua completa felicidade da sua quase não existência sentindo ou não sentindo inventando ou copiando a vidar e buscando no mais fundo de nós mesmos ...
Lá onde estão guardadas as recordações dos nossos desejos expressões de sonhos que foram realidades ...esmagados sob o peso das ideias sufocadas pelas formas, cores e sons recorrendo ao exagero, ao muito que não conseguimos dizer e ao mais que muito que sentimos ...
A.Sobral
27 setembro 2012
Falando de Amor
Se eu pudesse por um dia
Esse amor, essa alegria
Eu te juro, te daria
Se pudesse esse amor todo dia
Chega perto, vem sem medo
Chega mais meu coração
Vem ouvir esse segredo
Escondido num choro canção
Se soubesses como eu gosto
Do teu cheiro, teu jeito de flor
Não negavas um beijinho
A quem anda perdido de amor
Chora flauta, chora pinho
Choro eu o teu cantor
Chora manso, bem baixinho
Nesse choro falando de amor
Quando passas, tão bonita
Nessa rua banhada de sol
Minha alma segue aflita
E eu me esqueço até do futebol
Vem depressa, vem sem medo
Foi pra ti meu coração
Que eu guardei esse segredo
Escondido num choro canção
Lá no fundo do meu coração
Tom Jobim
25 setembro 2012
Sê
Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê o melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se nã o puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada, sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.
Pablo Neruda
24 setembro 2012
Minha oração
Oração pessoal que eu tenha a força de ser eu mesmo, sempre...
Que eu possa fazer o bem, sem saber o porquê...
Que eu nunca pense que esse alguém irá me retribuir...
Que eu possa ouvir passarinhos cantando...
Que eu possa ver a imensidão azul do céu...
Que eu descubra, brincando, o formato das nuvens...
Que eu possa valorizar a alma da criança que existe em mim.
Que ao me levantar enxergue a luz através do sol...
Que diga com amor o bom dia de cada dia.
Que a minha presença seja sentida, amiga.
Que eu possa me agasalhar no coração do meu amor quando sentir frio...
Que eu esteja ao seu lado nos dias alegres de verão...
Que a grandeza do mar seja a energia que recarrega minha alma e que a minha existência faça diferença...
Que minhas palavras sejam amáveis e doces. Que sejam ouvidas de forma leve, suave, sublime, como anjos cantando...
Que eu possa entender o amor dos que não sabem demonstrar o amor que sentem..
Que eu saiba ser desapegada do amor dos que não sabem amar...
Que eu possa entender que nem todos podem me amar...
Mas que eu ame a todos, sem distinção, com toda a força e luz do amor que existe em mim.
Oswaldo Begiato
Que eu possa fazer o bem, sem saber o porquê...
Que eu nunca pense que esse alguém irá me retribuir...
Que eu possa ouvir passarinhos cantando...
Que eu possa ver a imensidão azul do céu...
Que eu descubra, brincando, o formato das nuvens...
Que eu possa valorizar a alma da criança que existe em mim.
Que ao me levantar enxergue a luz através do sol...
Que diga com amor o bom dia de cada dia.
Que a minha presença seja sentida, amiga.
Que eu possa me agasalhar no coração do meu amor quando sentir frio...
Que eu esteja ao seu lado nos dias alegres de verão...
Que a grandeza do mar seja a energia que recarrega minha alma e que a minha existência faça diferença...
Que minhas palavras sejam amáveis e doces. Que sejam ouvidas de forma leve, suave, sublime, como anjos cantando...
Que eu possa entender o amor dos que não sabem demonstrar o amor que sentem..
Que eu saiba ser desapegada do amor dos que não sabem amar...
Que eu possa entender que nem todos podem me amar...
Mas que eu ame a todos, sem distinção, com toda a força e luz do amor que existe em mim.
Oswaldo Begiato
21 setembro 2012
"Quando penso no teu rosto, fecho os olhos de saudade"
Cecília Meireles
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