07 janeiro 2012

Amor de Corpo Inteiro...

Simplesmente amor, sem nada a dizer!
Amor com as mãos, amor com os pés, amor com dedos, braços, pernas, barriga, pele e abraços... Amor de corpo inteiro.
Um amor que transcende, que transpira, que transborda.
Um amor que surpreende, sem nada significar, sem nada explicar, sem nada compreender. Simplesmente ser... preencher, existir!
Amor que não vê, que não ouve, que não questiona.
Amor em silêncio.
Um silêncio que aquieta o coração, que acaricia a alma, que alivia as dores!
Amor que esvazia, que abre espaço, que permite.
Amor sem regras, sem cobranças, sem chantagens.
Amor que faz crescer. Amor de gente grande, de coração gigante, de sorriso aberto.
Amor que permanece.
Simplesmente para você. De mim para mim, de mim para você.
Amor que invade respeitando, que adentra acariciando, que ocupa com leveza.
Amor sem seqüência, sem sugestões, sem ego.
Que aceita, que perdoa, que reconhece...
Amor que desconhece para conhecer, que nunca lembra porque não esquece!
Amor que é... assim, sem mais nem menos, sem eira nem beira, sem que nem porque...
Simplesmente simples, despretensioso, descomprometido, desmedido.
De uma simplicidade tão óbvia que arrasta, que envolve, que derrete.
De uma fluidez tão líquida, que escorre, que desliza, que não cristaliza...
Amor que não se pede, que não se dá, que já está!
Para nunca ter de procurar, para nunca correr o risco de encontrar, simplesmente porque já está!!!
E o que quer que ainda possa surgir...
Fique, permaneça, exista, permita-se, entregue-se! Simplesmente amor...
Você consegue?!?


Rosana Braga

06 janeiro 2012

Sobre estar sozinho...

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o novo milênio.
As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher.
Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei.
Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante.
Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria.
Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas.
Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras.
O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou.
Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade..
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado.
Cada cabeça é única. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não à partir do outro.
Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação,há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...
Não sei quem divagou sobre este tema. Não conheço o autor.
E, isto não tem a ver comigo. Isto você pode perceber em amigos...em pessoas que estão ao seu lado e exalam este comportamento...ou será que sou assim....que estou assim. Será???
Vamos filosofar.....enquanto falarmos do amor, da atraçao, do desejo....dos sonhos e mesmo de erros, será bom. Afinal, continuamos a ter o amor...o desejo....como principal meta.

05 janeiro 2012

Certo e Errado

Existe o certo, o errado e todo o resto...
Certo e errado são convenções que se confirmam com meia dúzia de atitudes.
Certo é ser gentil, respeitar os mais velhos, seguir uma dieta balanceada, dormir oito horas por dia, lembrar-se dos aniversários, trabalhar, estudar, casar-se e ter filhos, certo é morrer bem velho e com o dever cumprido.
Errado é dar calote, rodar de ano, beber demais, fumar, se drogar, não programar um futuro decente, dar saltos sem rede.
Todo mundo de acordo?
Todo mundo teoricamente de acordo, porém a vida não é feita de teorias.
E o resto?
E tudo aquilo que a gente mal consegue verbalizar, de tão intenso?
Desejos, impulsos, fantasias, emoções. Ora, meia dúzia de normas preestabelecidas não dão conta do recado. Impossível enquadrar o que lateja, o que arde, o que grita dentro de nós.
Somos maduros e ao mesmo tempo infantis, por trás do nosso autocontrole há um desespero infernal.
Possuímos uma criatividade insuspeita: inventamos músicas, amores e problemas, e somos curiosos, queremos espiar pelo buraco da fechadura do mundo para descobrir o que não nos contaram.
Todo o resto. O amor é certo, o ódio é errado e o resto é uma montanha de outros sentimentos, uma solidão gigantesca, muita confusão, desassossego, saudades cortantes,
necessidade de afeto e urgências sexuais que não se adaptam às regras do bom comportamento.
Há bilhetes guardados no fundo das gavetas que contariam outra versão da nossa história, caso viessem a público.
Todo o resto é o que nos assombra: as escolhas não feitas, os beijos não dados, as decisões não tomadas, os mandamentos a que não obedecemos, ou a que obedecemos bem demais - a troco de quê fomos tão bonzinhos?
Há o certo, o errado e aquilo que nos dá medo, que nos atrai, que nos sufoca, que nos entorpece.
O 'certo' é ser magro, bonito, rico e educado, o 'errado' é ser gordo, feio, pobre e analfabeto, e o resto nada tem a ver com estes reducionismos: é nossa fome por idéias novas, é nosso rosto que se transforma com o tempo, são nossas cicatrizes de estimação, nossos erros e desilusões. Todo o resto é muito mais vasto. É nossa porra-louquice, nossa ausência de certezas, nossos silêncios inquisidores,
a pureza e a inocência que se mantêm vivas dentro de nós mas que ninguém percebe, só porque crescemos.
A maturidade é um álibi frágil.
Seguimos com uma alma de criança que finge saber direitinho tudo o que deve ser feito, mas que no fundo entende muito pouco sobre as engrenagens do mundo.
Todo o resto é tudo que ninguém aplaude e ninguém vaia, porque ninguém vê.

Martha Medeiros

04 janeiro 2012

Uma passagem...

Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio.
O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros.
As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.
Onde estão seus móveis? - perguntou o turista.
E o sábio, bem depressa, perguntou também: E onde estão os seus...?
Os meus?! - surpreendeu-se o turista - mas eu estou aqui só de passagem!
Eu também... - concluiu o sábio.
A vida na Terra é somente uma passagem...
No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente, e esquecem de ser feliz.
O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

03 janeiro 2012

QUEM ?

Que importa que o vento leve para longe , esta canção, triste e fria, como a neve, que envolve o meu coração .
Que importa que seja o vento quem me venha segredar
Que apenas o sofrimento
Se adivinha em meu cantar !
Bem o sei, e muito embora eu me tente libertar
Desta dor que me apavora,
Me escraviza e faz chorar.
Quem vem comigo, quem vem
Fugir desta soledade,
Em busca daquele bem
Que se chama liberdade ?
Parto, não sei para onde ...
- Quem vem comigo, quem vem ?
E a voz do longe responde :- Ninguém mais, ninguém, ninguém ! ...
Eu nada consigo, nada ...Tudo em mim é desventura ,
E pela noite calada
Passeia a minha loucura ,
A gritar o meu tormento,
Esta mágoa que perdura ,
E traz-me, a cada momento,
O fel da minha amargura ...
- Quem vem comigo cantar O hino da paz e do amor,
E a todo o mundo levar A alegria e nunca a dor ?
Vai, caminha, sem ninguém:- Sibila-me a voz do vento, quando pergunto: - Quem vem suavizar o meu tormento ? ...

JOSÉ MARIA LOPES DE ARAÚJO
do livro " Outono da Vida "

02 janeiro 2012

O amor...

                                                F E L I Z         2 0 1 2

Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro. Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lagrimas e enxugá-las com ternura, que coisa... maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado...
Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...
Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...
Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela...
Se você preferir morrer, antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.

É uma dádiva.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Ou as vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixa-lo acontecer verdadeiramente.
Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia a deixem cega para a melhor coisa da vida: O AMOR !

Drumond

01 janeiro 2012

Amadurecer

Quando com olhar de espanto percebemos que já não temos mais a vida toda pela frente
Quando olhando para trás percebemos
Que muitos anos se foram
E que já não nos damos conta de quantos ainda restarão
Sinto uma saudade imensa
Daqueles dias em que falávamos: " temos a vida toda pela frente"
Sim, era ilusão... nunca teremos a vida toda cada segundo que passa leva um pouco de nós
Quando for noite em meu dia
Não quero que sofras muito
Só chore um pouco
Para alimentar meu lado mais dramático
Você sabe que sou assim, intensa
E que eu morro e renasço todos os dias
Você sabe que eu gosto de chegar ao fundo do poço
Que eu não tenho medo da escuridão
Que eu pergunto pela morte
E que eu não me assusto com a tristeza
Ela já me é familiar
Não se assuste quando eu partir
Tantas vezes já disse adeus
Muitos deles pra ver se você acordava e voltava
Eu vivo a me despedir, só pra ver se ganho um abraço
Uma lágrima em sua face mas, só vejo assim
você me olhar com olhos de espanto
Amor, não quero olhos de espanto
Quero olhos de amor
Quando eu morrer... você vai me olhar com estes olhos de espanto?
Por favor, neste dia não... olhe-me com olhos de amor.

Dafne Stamato

31 dezembro 2011

Novo ano...2012

Fim de ano.
Busquei um texto que pudesse dizer tudo o que penso.  Estava escrevendo. Mais quando li o texto do Ivan Martins, desisti.  Desisti, porque ele colocou tudo de bom e mais um pouco em suas palavras.

Feliz 2012.
É difícil não sentir esperança.
A vida parece ter sido feita para isso. Em vez de um tempo contínuo e inacabável, dentro do qual a nossa existência teria o ritmo dos bichos, habitamos um tempo fragmentado, dividido, que se encerra e recomeça por ciclos – de uma hora, de um dia, de um ano.
Esses períodos definem a nossa existência e ajudam a dar sentido a ela.
Eles fomentam a esperança.
Lembro de uma conversa, já antiga, em que alguém me explicava, do fundo de uma grande tristeza, o alento que recebia de cada manhã. “Hoje”, ela me disse, “eu posso ser totalmente diferente do que fui ontem, mudar a minha vida, mudar eu mesma e começar do zero. Cada novo dia me apresenta a possibilidade de ser outra pessoa e deixar a dor para trás.” Essa não é uma definição soberba de estar vivo? Andamos tão presos ao passado que ignoramos a possibilidade de mudança embutida no futuro. Começar de novo é a maior delas – para todos nós.
Houve um tempo, quando criança, em que eu costumava me imaginar um homem feito.
Teria 25 ou 30 anos, seria veterinário ou agrônomo, seria casado com uma mulher com cabelos de índia e olhos de jabuticaba e viveria, com ela e três filhos, numa casinha rural rodeada de colinas, com cerca de madeira e chaminé, como as crianças costumam desenhar.
Nesse cenário idílico, que nunca se materializou, eu seria feliz, destemido e generoso, como os heróis dos livros. Sobretudo, eu estaria pronto, teria me tornado um adulto perfeito – e os adultos, toda criança sabe, não têm medos ou dúvidas.
Os anos se passaram e, a cada 12 meses, a criança que eu era se confronta com o adulto que eu sou.
A conversa nem sempre é tranquila, mas é fundamental que ela aconteça.
O cara que eu me tornei deve satisfações à criança que eu fui. Tem de lidar com os sonhos dela e com as ilusões que ela engendrava sobre o futuro.
O homem tem de contar para o menino que as coisas não são como ele sonhava, que a gente não faz a vida exatamente como quer, mas que, nem por isso, deixamos de ser dignos e bons.
É importante que a criança dentro de nós saiba, também, que nunca estamos realmente prontos, nunca crescemos inteiramente, e que as nossas dores – e essa é a pior parte da conversa – não somem quando ficamos adultos. Seguem conosco, mesmo não sendo parte de nós.
São como espinhos na nossa carne, e é preciso arrancá-los. Existe, afinal, a esperança de viver sem eles no ano que vem, na semana que vem, amanhã.
A moça com cabelos de índia e olhos de jabuticaba tomou outras formas ao longo do tempo.
Foi loira, teve olhos castanhos, cabelos crespos, magra, mais cheinha....
Mas, em cada mulher real, havia algo da Eva infantil, primordial, que eu procurava como se fosse uma resposta absoluta.
Aí há outra complexidade que o menino não previra. Parece não haver uma mulher na nossa história, mas várias. Parece não haver uma única resposta, uma única possibilidade. Também nesse terreno (o do amor), podemos tentar, recomeçar, sonhar, sofrer – ter alegrias e surpresas, enormes.
Então, eu penso, que venha o Ano Novo.
Que venham os velhos e novos amigos.
Que o amor encontre o seu lugar na nossa vida e que saibamos reconhecê-lo, preservá-lo ou deixá-lo morrer, quando for preciso.
Que o ano nos traga coragem para fazer coisas novas, coragem também para lidar com as coisas antigas que deixamos de lado.
Que neste ano a gente se encontre – uns aos outros e a nós mesmos – de um jeito que produza mudança e transformação. Sem auto-indulgência, sem auto-piedade, sem mi-mi-mi.

Que 2012 venha para alegrar a criança que fomos e nos ajudar a ser os adultos que merecemos ser – no novo ano, na próxima semana, no dia que vem por aí.

30 dezembro 2011

Novo ano

Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo. Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços meu pecado de pensar.

Clarice Lespector

29 dezembro 2011

Amizade...

Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade, faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe... mas, se a amizade permanecer, um de outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos... Mas, se formos amigos de verdade, a amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos... Mas, se ainda sobrar amizade, nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe... Mas, com a amizade construiremos tudo novamente, cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida: uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

Albert Einstein

28 dezembro 2011

Às Vezes...

O texto abaixo mostra alguem completamente desiludido....triste....quase que desistindo....mais as palavras mostram que tudo pode melhorar, bastando que você continue a acreditar e acima de tudo, continue a amar...

Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado.
Às vezes nos falta esperança, mas alguém aparece para nos confortar.
Às vezes o amor nos machuca profundamente, e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa.
Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar, é nossa razão de existir.
Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino.
Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração pela falta de uma única pessoa.
Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver, até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um por do sol, a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto, é a força da natureza nos chamando para a vida.
Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam sua confiança, te traíram sem qualquer piedade.
Percebe que não há como distinguir os bons e os maus, pois poucos nascem assim, a vida é que os torna melhores ou piores, pelas tristezas e felicidades que passaram e experiências vivenciadas.
É como se a vida fosse formada por corações e cruzes, onde os corações representam nossos momentos felizes, o carinho e amor que recebemos, e as cruzes são nossas dores, decepções, sofrimentos, momentos ruins pelos quais passamos.
Então você poderá entender que alguns de nós vivenciaram pouquíssimas cruzes e muitos corações o que fará com que essas pessoas tenham muito mais amor a transmitir, outras passaram pelo contrário e são predominantemente frias, insensíveis, buscam coisas materiais, acreditam que os fins justificam os meios, com essas é preciso ter cuidado, alguns podem mudar e melhorar, outros podem mudar você e trazê-lo para a realidade deles.
Assim ao conhecer alguém preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu.
Não deixe de acreditar no amor, mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá, manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam, esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoa te deixar, então nada irá lhe restar.
Aproveite ao máximo seus momentos de felicidade, quando menos esperamos iniciam-se períodos difíceis em nossas vidas.
Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento, manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco, pois em algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda mais intenso, do que teria sido no passado.
Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário, existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo.
Não procure querer conhecer seu futuro antes da hora, nem exagere em seu sofrimento, esperar é dar uma chance à vida para que ela coloque a pessoa certa em seu caminho.
A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna.
A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem, como acontece com muitas pessoas que cruzam nosso caminho.

François de Bittencourt

27 dezembro 2011

Conto de fadas

Eu trago-te nas mãos o esquecimento
Das horas más que tens vivido, Amor!
E para as tuas chagas o ungüento
Com que sarei a minha própria dor.
Os meus gestos são ondas de Sorrento...
Trago no nome as letras duma flor...
Foi dos meus olhos garços que um pintor
Tirou a luz para pintar o vento...
Dou-te o que tenho: o astro que dormita,
O manto dos crepúsculos da tarde,
O sol que é de oiro, a onda que palpita.
Dou-te, comigo, o mundo que Deus fez!
Eu sou Aquela de quem tens saudade,
A princesa de conto:
"Era uma vez..."


Florbela Espanca

26 dezembro 2011

Marcas do que se foi

Eu não sinto mais seu perfume no ar.
Esqueci os traços de seu rosto e o tom de sua voz.
Não há mais fotos, objetos e histórias em comum.
As lembranças me parecem ser de outra pessoa, de outro tempo.
Não consigo me lembrar de sua forma, de seu jeito, de você.
Os poucos momentos em que bate a saudades, parece mais uma nostalgia por um personagem de uma novela qualquer.
Não existe mais um lugar nosso, uma música marcante ou uma viagem única.
Tudo faz parte de um passado.
Um passado que mesmo eu me forçando, não consigo mais reviver, não consigo mais lembrar.
São apenas flashes de um filminho em preto e branco,
sem rostos, sem continuações, s
em trilha sonora...
Casa da deca

24 dezembro 2011

"Estou preparando a minha árvore de Natal. "

Estou preparando a minha árvore de Natal....
Quero que ela seja viva, mas não quero que seja exterior.
Eu a quero dentro de mim.
Tenho medo das exterioridades. Elas nos condenam.
Ando pensando que o silêncio do interior é mais convincente que o argumento da palavra. Quero que minha árvore seja feita de silêncios.
Silêncios que façam intuir felicidade, contentamento, sorrisos sinceros.
Neste Natal não quero mandar cartões. Tenho medo de frases prontas. Elas representam obrigação sendo cumprida. Prefiro a gratuidade do gesto, o improviso do texto, o erro de grafia e o acerto do sentimento.
A vida é mais bonita no improviso, no encontro inesperado, quando os olhares se cruzam e se encontram.
Quero que minha árvore seja feita de realidades.
Neste Natal quero descansar de meus inúmeros planos.
Quero a simplicidade que me faça voltar às minhas origens.
Não quero muitas luzes.
Quero apenas o direito de encontrar o caminho do presépio para que eu não perca o menino Jesus de vista.
Tenho medo de que as árvores muito iluminadas me façam esquecer o dono da festa.
Não quero Papai Noel por perto. Aliás acho essa figura totalmente dispensável! Pode ficar no Pólo Norte desfrutando do seu inverno. Suas roupas vermelhas e suas barbas longas não combinam com o calor que enfrentamos nessa época do ano. Prefiro a presença dos pastores com seus presentes sinceros.
Papai Noel faz muito barulho quando chega. Ele acorda o menino Jesus, o faz chorar assustado. Os pastores não. Eles chegam silenciosos. São discretos e não incomodam...Os presentes que trazem nos recordam a divindade do menino que nasceu. São presentes que nos reúnem em torno de uma felicidade única.
O ouro que brilha, o incenso que perfuma o ambiente e a mirra com suas composições miraculosas.
O papai Noel chega derrubando tudo. Suas renas indisciplinadas dispersam as crianças, retiram a paz dos adultos.
Os brinquedos tão espalhafatosos retiram a tranqüilidade da noite que deveria ser silenciosa e feliz. O grande problema é que não sabemos que a felicidade mais fecunda é aquela que acontece no silêncio.
É por isso que neste Natal eu não quero muita coisa.
Quero apenas o direito de recolher o pequenino menino na manjedoura...
Quero acolhê-lo nos braços, cantar-lhe canções de ninar, afagar-lhe os cabelos, apertar-lhe as bochechas, trocar-lhe as fraldas para que não tenha assaduras e dizer nos seus ouvidos que ele é a razão que me faz acreditar que a noite poderá ser verdadeiramente feliz. Neste Natal eu não quero muito. Quero apenas dividir com Maria os cuidados com o pequeno menino.
Quero cuidar dele por ela. Enquanto eu cuido dele, ela pode descansar um pouquinho ao lado de José.
Ando desfrutando nos últimos dias o desejo mais intenso de que a vida vença a morte. Talvez seja por isso que ando desejando uma árvore invisível.
O único jeito que temos de vencer a morte é descobrindo a vida nos pequenos espaços. Assim vamos fazendo a substituição. Onde existe o desespero da morte eu coloco o sorriso da vida. Façam o mesmo!
Descubram a beleza que as dispersões deste tempo insistem em esconder. Fechem as suas chaminés. Visita que verdadeiramente vale à pena chega é pela porta da frente.
Na noite de Natal fujam dos tumultos e dos barulhos.
Descubram a felicidade silenciosa. Ela é discreta, mas existe! Eu lhes garanto!
Não tenham a ilusão de que seu Natal será triste porque será pobre. Há mais beleza na pobreza verdadeira e assumida que na riqueza disfarçada e incoerente.
O que alegra um coração humano é tão pouco que parece ser quase nada.
Ousem dar o quase nada. Não dá trabalho, nem custa muito...E não se surpreendam, se com isso, a sua noite de Natal tornar-se inesquecível.

Padre Fábio de Melo!

23 dezembro 2011

Teu peito, meu porto

Queria te namorar ternamente
Nos teus cabelos cor de mel, espalhados no travesseiro
Sentir esse beijo envolvente
Queria mu olhar dentro do seu, ao te conhecer por dentro...
E de forma sedutora...ver-me na retina do olhar teu
Queria teus gemidos roucos ao queimar-me a pele tua boca,
tuas mãos a procurar os caminhos
Carinhos que me deixam louco
Queria ouvir meu nome sussurrado, afirmando segura, que sou teu
E diante do olhar apaixonado.....
Sentir o calor que me tatua...
Queria nossos cheiros misturados
Entre murmúrios, versos de uma poesia
Perder a lucidez na sua boca
Não ter noção do que é noite ou dia...
Esquecer o mundo por um pouco
E no teu peito...                
Achar meu porto.
Gloria Salles

22 dezembro 2011

A Dor de Amar

Já foram cantadas em verso e prosa
As incoerências desse tal "amor"...
É um amargo-doce, dor deliciosa, é tristeza alegre, é frio no calor.
E os sentimentos daquele que ama com fervor intenso, com obsessão,conforme a ciência já hoje proclama, são fontes de stress, de flagelação.
Mas como viver sem curtir no peitoEsse stress vibrante e o sofrer de amar, dDelícias de ter um cúmplice perfeito, dores e prazeres de compartilhar?
E como ficar nas noites sombrias sem sentir na alma a amorosa brisa, de um abraço amigo pleno de magias, e do afago amante que nos realiza?
Se amar é sofrer... stress e flagelo...Hão de preferir nossos corações o fascínio eterno de um doce libelo à um destino insosso, pobre de emoções...

Oriza Martins

21 dezembro 2011

O que é o Amor...

O que é o Amor...
E a noite... bem a noite...é maravilhosa quando se tem a lua como nossa amiga e a solidão como companheira
E as estrelas...as estrelas! são como filhos que admiramos e apreciamos embora distantes sempre amamos
E o amor... é tudo, é nada! É a noite, é lua, é solidão.
O amor é como o vento...e basta!!!

Vilmar Pudell

20 dezembro 2011

O que é o amor ?

O que é o amor ?
Eu não sei.
Tudo que sei é que experimentar o amor é uma das mais belas experiências da vida.
Para vivenciarmos o verdadeiro amor, quatro passos devem ser celebrados.
O primeiro passo é: esteja aqui e agora- porque o amor só é possível aqui e agora.
O segundo passo em direção ao amor é libertar-se dos sentimentos negativos, porque muitas pessoas amam, mas seu amor está contaminado por sentimentos como ciúme, possessividade, medo.
O terceiro: compartilhe.
O amor é uma fragrância a ser compartilhada, irradiada.
O amor não pode ser acumulado; ele só pode ser compartilhado.
E o quarto: seja um nada.
Somente quando você está vazio de você, há o amor. Quando você está cheio de ego não é possível amar.
O amor e o ego não podem existir juntos.
É impossível o amor e o ego estarem juntos. Somente uma pessoa que aprendeu a amar é madura.
Uma pessoa madura não "cai de amor", ela se "eleva no amor". E quando duas pessoas maduras estão se amando, um dos maiores paradoxos da vida acontece. Elas estão juntas, são quase um, mas esta unidade não destrói a individualidade.
Na verdade realça. Duas pessoas maduras em verdadeiro amor ajudam-se mutuamente a se tornarem mais livres,  mais plenas,  mais completas.

Osho

19 dezembro 2011

Distância

Saudade palavra triste quando acompanhada da distância...
Saudade das horas na estrada, do sorriso da chegada, e das lágrimas da partida...
Saudade sempre doída, sempre presente, saudades do amor que está ausente...
Saudade de mim, que sozinha não sou nada.
Saudade do amor que encurta a distância...
Saudade da distância que só aumenta a saudades...
Saudade da distância que se faz longe, e do abraço que que traz para perto.
Quem te inventou distância, tenho certeza que não conhecia a saudade.


Ivhana Bhatzz

16 dezembro 2011

Vô...quantos anos....muita saudade!!

Hoje, completam-se 40 anos que meu avô, Guerino Valério se foi....
Com 5 anos de idade fui morar com meus avós Guerino e Olga( saudosos). Ajudaram a moldar minha personalidade....muito, do meu melhor foi aprendido com eles.
Os dois se foram...Guerino, 40 anos atrás....as lembranças que guardei são as melhores..Vózinha, em março, sete anos de saudade.....

Einsten, escreveu o texto abaixo....e é isto.

Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos... Mas, se ainda sobrar amor, amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com amor construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida: Uma é acreditar que não existe milagre. A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

Albert Einstein

Um novo amor

A dor foi o momento de quando me encontrei sofrendo por amor e por paixão e quanta dor, foi ilusão
O tempo passoue o dia amanheceu e foi que alguem me retratou e você apareceu, e um novo dia floresce
Será que é amor ou será que é mais uma dor
Será que digo a verdadeque a amo com sinceridade
Será que digo a verdadeque a amo sem maldade
Será que digo a verdade que a quero em lealdade
Agora você transformou-se em meu novo e único amor é minha sempre esperança
E hoje digo com fervor:"QUE TE AMO

Alexandre Borges

15 dezembro 2011

Vergonha

Não tenho vergonha de admitir que chorei.
Chorei mesmo, e não foi pouco.
Recebi olhares de pena, de compaixão e muitos de compreensão - muita gente que já passou por isso e me entendia.
Não me envergonho em dizer que tomei esporro por chorar por uma coisa tão pequena, por não entender mais rápido que dor de amor não mata nem tem que doer tanto assim.
Não tenho vergonha.
De ter deixado prováveis belas histórias de amor perdidas pelo caminho, e todas inacabadas.
Eu ainda não estava pronto, e acreditava que se eu não conseguisse dar o melhor de mim, de nada valia.
Não me envergonho de ter ligado, ter dado a cara a tapa e ter sido alvo se chacota.
Não me importei de ter precisado passar por isso, cada um passa pelo que tem que passar mesmo.
Aceitei o meu destino. Não me deu vergonha. Não tenho vergonha de levantar a cabeça e dizer que venci.
Eu sei que achei que era eterno e por isso, por dizer que deixei pra trás, não me envergonho de parecer mentiroso.
Só eu sei que não fui, nunca fui.
Não me envergonho de ter aprendido muito mais do que ensinado.
Não tenho vergonha de nada, nem dos erros conscientes, nem dos acertos tortuosos; de nada.
Eu não tenho vergonha dessa parte da minha história.
Não mais.


Nina Lessa

14 dezembro 2011

Natal

Paz na terra, entre todos os homens de boa vontade.
Paz àquele que anseia crescer, evoluir, entender.
Paz àquele que deseja em cada pensamento, em cada atitude, se melhorar.
Paz àquele que mergulha, dentro do próprio ser, a busca de entendimento, de aceitação.
Paz àquele que estende a mão a procura de bênçãos.
Paz àquele que abençoa com alegria e pureza de coração.
Paz àquele que em um sorriso traz calma, tranqüilidade, equilíbrio.
Paz àquele que procura ensinamentos e que através do pensamento, neste momento único em que todos os homens se irmanam, ao dobrar dos sinos, esteja em oração.
Paz àqueles que abrem seus corações em luzes puras, amorosas, magneticamente salutares, que envolvem a terra e permitem, neste raro momento, que ela brilhe, suspensa no espaço, girando em tons azuis, iluminando todo o infinito, abrandando aflitos…
Paz enfim Senhor, a todos os seres que habitam este universo e que rimam amor e dor…
Que a luz se faça e que refaça em todos os homens a fé renovadora, a força e a coragem, a inteligência, a razão.
Que os homens se irmanem na escalada da perfeição.
Que se unam em pensamento todos os de boa vontade.
E que nesta e outras noites busquem a Paz.




Autor: Josué

13 dezembro 2011

Sou Assim.

Sou simplesmente
Louco pelos seus beijos
Enfeitiçado pelos seus toques
Envolvido por seu perfume...
Desejos alucinantes
Que fazem da minha inocência
Refém de seus olhos.
Paixão que percorre minhas veias,
Que invade meus pensamentos
E faz delírios em meus sonhos,
Fogo de um sentimento.
Sou Assim,
Mesmo que tudo fuja,
Mesmo que tudo escape de minhas mãos,
Sou uma inconseqüente fuga
Que faz de beijos e abraços
O refúgio perfeito.
Sou Assim,
Sem pensar na razão
Entrego-me a desejos da paixão,
Perco-me no tempo
E me surpreendo comigo mesmo...
Sou os sonhos
Mais improváveis
Mais sonhados.
Apenas...sou Assim.


Não tenho o autor.....você conhece??

12 dezembro 2011

Todo casal deve ler

Aos casados há muito tempo, aos que não casaram, aos que vão casar, aos que acabaram de casar, aos que pensam em se separar,...aos que acabaram de se separar, aos que pensam em voltar...
Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga.
Tudo o que todos querem é amar.
Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras.
Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata.
Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado.
Tem algum médico aí???
Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que?
O amor.
Mas não os amores mistificados, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar.
O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho.
É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta.
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.
Casaram. Te amo para lá, te amo para cá.
Lindo, mas insustentável.
O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso.
É preciso que haja, antes de qualquer coisa, respeito.
Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios.
Alguma paciência... Amor, só, não basta.
Não pode haver competição. Nem comparações.
Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas.
Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades.
Tem que saber levar. Amar, só, é pouco.
Tem que haver inteligência.
Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar.
Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança.
Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, 'solamente', não basta.
Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, falta discernimento, pé no chão, racionalidade.
Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande mas não é dois.
É preciso convocar uma turma de sentimentos
para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.
O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós.

Luiz Fernando Verissimo

09 dezembro 2011

Vem andar comigo

"Basta olhar no fundo dos meus olhos
Pra ver que já não sou como era antes
Tudo que eu preciso é de uma chance
De alguns instantes
Sinceramente ainda acredito
Em um destino forte e implacável
Em tudo que nós temos pra viver
É muito mais do que sonhamos
Será que é difícil entender?
Porque eu ainda insisto em nós
Será que é difícil entender?
Vem andar comigo
Vem, vem meu amor
As flores estão no caminho
Vem meu amor
Vem andar comigo
Vem andar
As flores estão no caminho
Vem andar
Vem andar comigo"

Flausino

07 dezembro 2011

Verdadeiro....

O amor quando é verdadeiro, é para sempre
Os Ventos que às vezes tiram algo que amamos,
são os mesmos que nos trazem algo que aprendemos a amar...
Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado...
e sim aprender amar o que nos foi dado...
Pois tudo aquilo que é realmente nosso,
nunca se vai e fica para sempre...

06 dezembro 2011

Poesias...talento de Ferreira Gullar

Cantiga para não morrer
Quando você for se embora, moça branca como a neve, me leve.
Se acaso você não possa me carregar pela mão, menina branca de neve, me leve no coração.
Se no coração não possa por acaso me levar,moça de sonho e de neve, me leve no seu lembrar.
E se aí também não possa por tanta coisa que leve já viva em seu pensamento, menina branca de neve, me leve no esquecimento.


Traduzir-se

Uma parte de mim é todo mundo: outra parte é ninguém:fundo sem fundo.
uma parte de mim é multidão: outra parte estranheza e solidão.
Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte delira.
Uma parte de mim é permanente:outra parte se sabe de repente.
Uma parte de mim é só vertigem: outra parte,linguagem.
Traduzir-se uma parte na outra parte - que é uma questão de vida ou morte - será arte?
... porque nada do que foi feito satisfaz a vida , nada enche a vida. A vida é viver.


"Dois e Dois são Quatro"Como dois e dois são quatro Sei que a vida vale a pena
Embora o pão seja caro
E a liberdade pequena
Como teus olhos são claros
E a tua pele, morena
como é azul o oceano
E a lagoa, serena
Como um tempo de alegria
Por trás do terror me acena
E a noite carrega o dia
No seu colo de açucena
- sei que dois e dois são quatro sei que a vida vale a pena mesmo que o pão seja caro e a liberdade pequena.


A Arte existe, PORQUE a vida não Basta!Não há vagas
O preço do feijão
não cabe no poema. O preço do arroz não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás, a luz, o telefone, a sonegação do leite, da carne, do açúcar, do pão
O funcionário público não cabe no poema com seu salário de fome sua vida fechada em arquivos.
Como não cabe no poema o operário que esmerila seu dia de aço e carvão nas oficinas escuras
- porque o poema, senhores,está fechado: "não há vagas"
Só cabe no poema o homem sem estômago a mulher de nuvens a fruta sem preço
O poema, senhores,não fede nem cheira

No corpo

De que vale tentar reconstruir com palavras
O que o verão levou
Entre nuvens e risos
Junto com o jornal velho pelos ares
O sonho na boca, o incêndio na cama, o apelo da noite
Agora são apenas esta contração (este clarão) do maxilar dentro do rosto.

A poesia é o presente.
Madrugada
Do fundo de meu quarto, do fundo de meu corpo
clandestino
ouço (não vejo) ouço crescer no osso e no músculo da noite
a noite
a noite ocidental obscenamente acesa sobre meu país dividido em classes Subversiva

A poesia
Quando chega
Não respeita nada.
Nem pai nem mãe.
Quando ela chega
De qualquer de seus abismos
Desconhece o Estado e a Sociedade Civil
Infringe o Código de Águas
Relincha
Como puta Nova
Em frente ao Palácio da Alvorada.
E só depois
Reconsidera: beija
Nos olhos os que ganham mal
Embala no colo
Os que têm sede de felicidade
E de justiça.
E promete incendiar o país.



Nascido em São Luis do Maranhão, em 1930, Ferreira Gullar, procurou apontar em sua obra a problemática da vida política e social do homem brasileiro.
De uma forma precisa e profundamente poética traçou rumos e participou ativamente das mudanças políticas e sociais brasileiras, o que lhe levou à prisão juntamente com Paulo Francis, Caetano Veloso e Gilberto Gil em 1968 e posteriormente ao exílio em 1971.
Poeta, crítico, teatrólogo e intelectual, Ferreira Gullar entra para a história da literatura como um dos maiores expoentes e influenciadores de toda uma geração de artistas dos mais diversos segmentos das artes brasileiras.

05 dezembro 2011

Escrevo. e Ponto.

Escrevo porque preciso
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no cé lembram letras no papel,
quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?"


Paulo Leminski

01 dezembro 2011

Não tenho nome.

Não tenho nome.
O espírito não tem nome. Ele é a verdade pura, está habitando aquele corpo por determinado período, e um dia o deixará sem que Deus preocupe em perguntar “quem é você?” quando a alma chegar diante do julgamento final.
Deus perguntará apenas: “Você amou enquanto estava vivo?” a essência da vida é esta: a capacidade de amar, e não o nome que carregamos em nossos passaportes, cartões de visitas, carteiras de identidade.
Os grandes nomes da história trocavam seus nomes, e às vezes os abandonavam para sempre.
Quando perguntam a João Batista quem ele é, diz apenas: “Sou a voz que clama no deserto”.
Ao encontrar o sucessor de sua igreja, Jesus ignora que passou a vida inteira respondendo ao chamado de Simão, e passa a chamá-lo Pedro.
Moisés pergunta a Deus o seu nome: “Eu sou”, é a resposta.
Entre tantos e-mails, toques e recadinhos que recebemos no dia a dia...este me chamou a atenção.
O texto está no livro "O vencedor está só ", de Paulo Coelho.